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Glândulas Salivares
As glândulas salivares são um grupo de glândulas exócrinas, localizadas na cavidade oral que fazem a secreção de saliva. São encontradas glândulas menores (labial, palatina, vestibular, língua/von Ebner, jugais e glossopalatina) e as maiores, tais como como: gl. parótida, gl. submandibular e gl. sublingual. A produção da saliva é controlada pelo Sistema Nervoso Autônomo (SNA). As glândulas salivares maiores são responsáveis pela produção de cerca de 90% do volume total da saliva. Diversos fatores podem estimular a produção da saliva, tais como:
Grau de hidratação
Posição do corpo
O ritmo circadiano
Tamanho das glândulas
O estado emocional
A idade
A dentição
A saliva é ligeiramente ácida, com PH em torno de 6,8. É composta por água, componentes orgânicos (proteínas e enzimas), componentes inorgânicos (íons: potássio, bicarbonato, fosfato, sódio, flúor,...), imunoglobina (IGA-Secretora) e ar (aparência borbulhosa). Podem ser do tipo serosa (contém ptialina com ação de digestão do amido) e mucosa (contém mucina com ação lubrificante). Possui funções de manutenção da cavidade bucal, tais como:
Facilitar a Mastigação
Solvente
Auxilia a digestão de carboidratos
Lubrifica os alimentos e tecidos bucais
Sistema tampão (ácido carbônico-bicarbonato)
Defesa imunológica
Limpeza dos dentes e cavidade bucal
A formação e secreção da saliva ocorre em duas fases, sendo a saliva final hipotónica (menor quantidade de Sal) em relação a primária:
Produção de saliva primária isotónica contendo compostos orgânicos e água.
A medida em que passa pelos ductos, ocorre reabsorção seletiva de NA+ e CL- e secreção de K+ e HCO3.
A estrutura do parênquima glandular pode ser dividido em: unidades escretoras (semilua serosa, ácino seroso e túbulo mucoso), dúcto intercalar, dúcto estriado e dúcto excretor.
Os Ácinos serosos (núcleos arredondados) são ricos em enzimas e poucas glicoproteínas, produzem uma saliva mais fluida e menos viscosa, As células mucosas (núcleo achatado) são ricas em glicoproteínas e poucas enzimas, produzem uma saliva menos fluida e mais viscosa.
REFERÊNCIAS
Pedersen, AML, Sørensen, CE, Proctor, GB, Carpenter, GH, Ekström, J. Salivary secretion in health and disease. J Oral Rehabil. 2018; NAUNTOFTE, B.; TENOVUO, J.O.; LAGERLÖF, F. Secreção e composição da saliva. In: FEJERSKOV, O.; KIDD, E. Cárie Dentária : a doença e seu tratamento clínico. São Paulo: Editora Santos, 2005. cap.2, p. 7-27. DODDS, M.W.J.; JOHNSON, D.A.; YEH, C. Health benefits of saliva: a review. J Dent., v. 33, n.3, p. 223–233, Mar. 2005. EDGAR, M.; HIGHAM, S.M. Saliva e controle do pH da placa. In: Edgar, M., Dawes, C., O´Mullane, D. Saliva e saúde bucal: composição, funções e efeitos protetores. 3. ed. São Paulo: Santos, 2010. EDGAR, W.M. Saliva: its secretion, composition and functions. British Dental Journal, v.172, n.9, p.305-312, Apr. 1992.
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ABNT NBR 6023
Como citar este artigo
ODONTOLOGISTAS. Glândulas Salivares. Odontologistas, 13 dez. 2020. Disponível em: https://odontologistas.com.br/glandulas-salivares/. Acesso em: 21 out. 2026.

