A classificar
Lesões brancas
A etiologia das lesões brancas da mucosa bucal é extremamente variada, sendo umas de origem genética, principalmente as genodermatoses, outras são resultantes de ação irritativa de agente mecânicos, físicos e químicos, outras microbianas e certas lesões não apresentam uma causa única, mas são o resultado de diversos fatores. São frequentemente observadas na rotina clínica do cirurgião dentista. (Tommasi, 2014). As principais lesões brancas da cavidade oral pode ser:
Benignas reacionais (podem ser tratadas)
Queimaduras
Mordiscamento crônico (morsicatio)
Ceratose friccional (trauma crônico)
Estomatite nicotínica
Infecciosa
Candidíases (pseudomembranosa e hiperplásica crônica)
Sífilis secundária
Leucoplasia Pilosa (Vírus Epstein-Barr (VEB))
Potencialmente malígnas
Queilite Actínica
Leucoplasia
Liquen plano (auto-imune)
Malígna (menor número de casos)
Carcinoma espinocelular
Tabaco sem Fumaça (Rape)
Inflamação e Ceratose
Alterações displásicas e risco de malignização
Cancerígenos
PH Alcalino
Características Clínicas
Fundo de saco vestibular
Placas brancas (Ceratóticas)
Alteração do paladar e olfato
Doença periodontal e abrasão
Epitélio granular, enrugado ou pregueada
Componente eritroplásico
Indolores
Tratamento
Eliminação do uso do tabaco, as lesões desaparecem
Persistem -> deve-se realizar biopsia
Baixo grau de malignidade
Estomatite Nicotínica
Uma forma peculiar de hiperqueratose que atinge a mucosa do palato, causada por uso abusivo de tabaco com cachimbos e charutos. Possui um efeito tópico direto da fumaça.
Características Clínicas
Reação eritematosa que ocorrerá em ceratinização
Pontos vermelhos que são características da inflamação dos ductos excretores das glândulas
Raramente evolui para maliginidade
Hiperceratose Reacional
Lesão branca que devido à relação causa e efeito é distinguida da leucoplasia idiopática. São áreas sujeitas a traumatismo: lábios, laterais da mucosa jugal, lateral da lingual. Elemento crônico irritável: fumo, álcool, arestas dentárias irritantes ou restaurações mal adaptadas, ausência de dentes (principalmente posteriores) com a presença do antagonista, que provoca impacção alimentar sobre o rebordo alveolar, aparelhos ortodônticos, próteses removíveis.
Tratamento
Anamnese cuidadosa, não é necessário biopsia, basta remover a causa.
Candidíase
A candidíase é uma infecção micótica mais comum cujo o agente etiológico é a cândida albicans e tem comportamento oportunista. Esse fungo tem o seu padrão de crescimento alterado diante de algum tipo de comprometimento sistêmico. Os fatores predisponentes da candidíase são: imaturidade imunológica, distúrbios endócrinos, terapia com corticosteroides, xerostomia, pobre higiene oral, antibioticoterapia, radioterapia e quimioterapia.
Candidíase Aguda
Pseudo membranosa
Placas brancas e gelatinosas
A remoção revela superfície eritematosa e sensível.
Vulgarmente conhecida como “sapinho”
Forma clínica mais frequente em indivíduos infectados com HIV
Localizações preferenciais: qualquer sítio da cavidade oral, sendo o dorso e bordas laterais da língua as áreas mais afetadas
Atrófica / Eritematosa
Áreas de erosão, de cor avermelhada, mal delimitada.
Localizações preferenciais: palato duro e mole, dorso da língua (atrofia das papilas filiformes).
Assintomáticas, podendo causar ardor ou desconforto durante a ingestão de alimentos ácidos ou quentes.
Associada ao uso de próteses acrílicas removíveis mal higienizadas ou antigas.
Pode ser crônica.
Candidíase Crônica
Hiperplásica/Hipertrófica Lesão crônica, que se apresenta como placa branca ou amarelada, não removível a raspagem, geralmente assintomática, encontrada no dorso da língua de pacientes fumantes ou portador de doenças cônicas como diabetes. Diagnóstico diferencial
Candidíase pseudomembranosa (removível a raspagem).
Leucoplasia em pacientes fumantes (biopsia).
Tratamento
Aplicação tópica da suspensão de Nistatina.
Leucoedema
Opacificação generalizada da mucosa jugal, que pode ser relacionada a uma variação da normalidade
A causa não foi estabelescida
Assintomático
Cinzento-branca, nevoenta ou leitosa
Comum em negros
Tratamento
Não há tratamento, estiramento da mucosa, os sinais desaparecem desaparecem.
Referências
TOMMASI, Maria Helena M.; Diagnostico em Patologia Bucal, 4º ed. , 2014 NEVILLE, B.W.; DAMM, D.D.; ALLEN, C.M.; BOUQUOT, J.E. Patologia Oral e Maxilofacial. Trad.4a Ed., Rio de Janeiro: Elsevier, 2016