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Reabilitação Oral

Dissilicato de lítio ou zircônia? Como escolher a cerâmica da coroa unitária com base na evidência

Coroas monolíticas de dissilicato de lítio e de zircônia têm sobrevida alta e estatisticamente semelhante. Na prática, a escolha tende a depender de espaço oclusal, cor do substrato, estética e retenção do preparo. Veja o que a evidência mostra e onde ela é limitada.

Diante de uma coroa unitária em dente natural, a pergunta útil raramente é qual cerâmica dura mais. Os estudos clínicos disponíveis mostram sobrevida alta e estatisticamente semelhante para coroas monolíticas de dissilicato de lítio e de zircônia [1]. Na prática, o que tende a separar os dois materiais são outros fatores: o espaço que o preparo oferece, a cor do dente ou do núcleo, a exigência estética da região, a retenção do preparo e o tipo de cimentação pretendido. Este texto reúne a evidência sobre cada um desses pontos para coroas dentossuportadas e trata de implantes apenas no fim.

Dois termos aparecem o tempo todo. Coroa monolítica é a confeccionada em uma única peça de cerâmica, fresada ou prensada, com a cor obtida por maquiagem superficial e glaze ou por polimento. Coroa estratificada tem uma infraestrutura recoberta por camadas de cerâmica de cobertura que dão a forma final do dente [1]. Na microestratificação, a cerâmica de cobertura é aplicada só em parte da coroa, em geral na face vestibular e fora das áreas de função oclusal, para melhorar a estética sem recobrir a coroa inteira [1].

Sobrevida: o que os estudos clínicos mostram

A síntese mais ampla é uma revisão sistemática com metanálise publicada em 2026, que incluiu apenas estudos prospectivos e ensaios clínicos randomizados (ECRs) com acompanhamento médio de pelo menos três anos: 64 estudos e 11.560 coroas dentossuportadas [1]. A sobrevida estimada em cinco anos foi de 98,5% para o dissilicato de lítio monolítico e de 96,8% para a zircônia monolítica ou microestratificada. A diferença não foi estatisticamente significativa (P=0,158), e a taxa relativa de falha da zircônia em relação ao dissilicato teve intervalo de confiança amplo, de 0,73 a 6,87 [1].

Três detalhes pesam na leitura desses números. Os dados de zircônia vêm de menos coroas (737, em 10 coortes) e de acompanhamento médio mais curto (3,5 anos) que os de dissilicato (1.106 coroas em 11 estudos, 4,6 anos). Os valores de cinco anos foram extrapolados de taxas anuais, assumindo que as falhas ocorrem em ritmo constante, o que os próprios autores dizem não ser possível confirmar [1]. E a metanálise agrupou coroas de zircônia monolíticas e microestratificadas sem separar as gerações do material, chamadas 3Y, 4Y e 5Y e explicadas adiante [1]. Como os estudos incluídos usaram produtos variados, o número de sobrevida da zircônia provavelmente reúne gerações com propriedades diferentes.

Os ensaios randomizados apontam na mesma direção. Nenhum dos ECRs da revisão que compararam materiais ou desenhos mostrou diferença significativa de sobrevida, incluindo os dois maiores estudos de dissilicato contra zircônia, com cerca de 110 e 350 coroas por grupo, feitos em populações específicas: jovens com amelogênese imperfeita e pacientes com desgaste dentário extenso [1]. Os autores ressalvam que a maioria dos ECRs tinha grupos pequenos, de 15 a 50 restaurações, e que a ausência de diferença pode refletir tanto equivalência real quanto falta de poder estatístico [1]. Eles propõem o dissilicato monolítico como novo material de referência para coroas cerâmicas. É uma conclusão dos autores, que não equivale a superioridade demonstrada sobre a zircônia, já que a comparação direta não encontrou diferença [1].

Para o dissilicato isoladamente, um overview de 28 revisões sistemáticas, com cerca de 35.000 coroas sobre dentes e implantes, encontrou sobrevida de 95% a 100% a curto e médio prazo, na faixa das metalocerâmicas. Os próprios autores apontam poucos dados além de cinco anos e concentração dos estudos em um único produto [2].

Complicações: onde as diferenças aparecem

Se a sobrevida não separa os materiais, o perfil de complicações informa mais. A principal vantagem do desenho monolítico, nos dois casos, é reduzir muito o lascamento, já que não há cerâmica de cobertura. Em cinco anos, fraturas e lascamentos cerâmicos somaram 1,7% nas coroas de dissilicato monolítico e 0,4% nas de zircônia monolítica, contra 5,5% nas metalocerâmicas, 5,7% nas vitrocerâmicas estratificadas e 7,9% na zircônia estratificada [1]. A fratura da coroa inteira foi rara: 0,7% no dissilicato e nenhuma entre as 737 coroas de zircônia [1].

A perda de retenção seguiu o sentido oposto: 3,0% para a zircônia monolítica e 0,7% para o dissilicato, com intervalos de confiança largos e sobrepostos (1,3% a 7,0% e 0,2% a 2,6%) [1]. A revisão não testou diretamente essa diferença entre os dois materiais, e o dado não estabelece causa. Ainda assim, a sugestão deste artigo é dar atenção especial à retenção do preparo e ao protocolo de cimentação quando a escolha for zircônia.

A descoloração marginal foi frequente nas coroas monolíticas: 15,1% no dissilicato, com intervalo de 4,2% a 46,3%, e 57,3% na zircônia. Este último valor vem de um único estudo com 30 coroas e não serve como estimativa confiável [1]. A cárie secundária ficou em 0,9% no dissilicato e 1,1% na zircônia, e as perdas por problema endodôntico ou por fratura do dente pilar ficaram abaixo de 1% nos dois grupos [1]. Há ainda uma lacuna relevante: a revisão não encontrou estudos com coroas monolíticas de nenhum dos dois materiais em dentes anteriores, de modo que não há comparação entre regiões anterior e posterior para eles [1].

Propriedades: resistência, translucidez e as gerações da zircônia

Em laboratório, as diferenças são bem maiores que na clínica. O dissilicato de lítio é uma vitrocerâmica: depois da cristalização, cerca de 70% do material é formado por cristais de dissilicato, e sua translucidez é estimada em cerca de 30% maior que a da zircônia convencional [3]. A zircônia tem resistência flexural e tenacidade, isto é, resistência à propagação de trincas, bem maiores, e translucidez menor [3][4].

Como ordem de grandeza, uma revisão narrativa cita resistência flexural de 370 a 460 MPa e tenacidade de 2,8 a 3,5 MPa√m para o dissilicato prensado, contra tenacidade de 5 a 10 MPa√m para a zircônia tetragonal estabilizada por ítria (Y-TZP) [3]. Esses números variam com o produto, o processamento e o método de ensaio, e outras revisões trazem faixas diferentes para a mesma geração de zircônia [3][4]; servem para comparar, não como especificação.

A zircônia, aliás, não é um material único. A ítria é adicionada para estabilizar a estrutura cristalina, e a quantidade define a geração: 3Y, 4Y e 5Y indicam teores crescentes de ítria [4]. Mais ítria aumenta a proporção de fase cúbica, uma forma cristalina que deixa passar mais luz, mas reduz resistência e tenacidade [4]. Uma revisão cita, por exemplo, a 5Y como cerca de 20% a 25% mais translúcida e 40% a 50% menos resistente à flexão que a 3Y, com tenacidade quase 50% menor [4]. As indicações citadas acompanham esse compromisso: 3Y para estruturas que exigem resistência, inclusive próteses de vão longo, e pouco adequada a anteriores; 4Y para áreas que pedem resistência e translucidez; 5Y para facetas e coroas anteriores, mas não para próteses de vão longo [4]. Outra revisão sugere zircônias de alta translucidez em uso monolítico da região anterior até os primeiros pré-molares [3].

É por isso que a falta de separação por geração na revisão de 2026 importa. Os bons resultados de fratura da zircônia monolítica não podem ser transferidos automaticamente para zircônias de alta translucidez, que são menos resistentes [1][4].

Preparo: espaço oclusal e forma

A diferença de resistência se traduz em espessura. Uma revisão narrativa indica 0,5 mm como espessura mínima para zircônia Y-TZP monolítica [3]. Em um estudo in vitro com coroas de molar cimentadas em troquéis e carregadas até a fratura, a espessura oclusal foi o fator que alterou a carga de fratura, e a axial não. Coroas de zircônia monolítica com 0,5 mm oclusal suportaram em média 5.558 N, contra 3.147 N das coroas de dissilicato prensado com 1,5 mm [5]. Os autores concluíram que, do ponto de vista da resistência à fratura, a zircônia com 0,5 mm pode ser usada em molares, mas o estudo testou produtos específicos em laboratório e não mediu nenhum desfecho clínico [5].

No ECR que comparou os dois materiais em molares, o preparo foi o mesmo para ambos: espessura mínima de cerâmica de 1,2 mm na oclusal e 1,0 mm nas paredes axiais, ângulos arredondados, término em chanfro e convergência total de 6 a 12 graus [6]. É o protocolo daquele estudo, não uma norma, e com ele os dois materiais tiveram bom desempenho em até três anos de acompanhamento [6][7]. Os dados de laboratório sugerem que a zircônia tolera reduções menores quando falta espaço; por isso, na proposta deste artigo, a medida do espaço interoclusal entra como critério de escolha do material, ainda sem confirmação em estudos clínicos.

Cimentação: o que muda entre os dois materiais

Sem repetir o passo a passo da cimentação, o ponto central é que as duas cerâmicas respondem de modo diferente ao tratamento de superfície. O dissilicato é uma cerâmica à base de sílica: o condicionamento com ácido fluorídrico seguido de silano produz alta resistência de união, e a cimentação adesiva é o padrão, tanto para retenção quanto para reforço da restauração [8]. O protocolo sugerido é ácido a 5% por 20 segundos; concentrações de 9% a 10% e tempos longos são considerados agressivos e podem reduzir a resistência, e o jateamento também pode enfraquecer o material [3].

A zircônia não é condicionada de forma útil pelo ácido fluorídrico. Quando se opta por adesão, o protocolo descrito é o conceito APC, sigla em inglês para três passos: jateamento com óxido de alumínio (partículas de 50 a 60 µm, cerca de 2 bar, 5 segundos), primer com MDP e cimento resinoso [8]. O MDP é um monômero fosfatado que se liga quimicamente a óxidos metálicos, como a zircônia, e por isso é usado nesses primers [3][8]. Jateamento agressivo, por outro lado, pode acelerar o envelhecimento do material [3].

A zircônia também aceita cimentação convencional. Coroas com espessura e retenção adequadas podem ser cimentadas com ionômero de vidro, ionômero modificado por resina ou fosfato de zinco; quando o preparo é curto, expulsivo ou pouco retentivo, prefere-se cimento resinoso [3][8]. Essa flexibilidade tem base clínica limitada: a revisão que a descreve observou que os estudos de longo prazo eram com coroas estratificadas de zircônia ou alumina, que não havia estudos clínicos sobre cimentação de coroas de zircônia monolítica e que, nas zircônias de alta translucidez, o efeito da adesão pode ser diferente [8].

As comparações clínicas entre tipos de cimento também são frágeis. Uma revisão sistemática de 2019, com 17 estudos, 2.436 coroas e acompanhamento de cerca de 2 a 10 anos, encontrou sobrevida amplamente sobreposta entre cimentação adesiva e convencional para coroas de zircônia e de dissilicato, mas os estudos eram de baixa qualidade e a análise foi apenas qualitativa [9]. No ECR em molares, os dois materiais foram cimentados com cimento resinoso autoadesivo dual, após o tratamento de superfície próprio de cada um; de novo, um protocolo do estudo, não a única opção [6].

Como decidir caso a caso

Com sobrevida semelhante, a escolha tende a depender mais de fatores clínicos que de um ranking [1][3]. Os critérios a seguir são uma orientação prática proposta por este artigo, combinando propriedades de laboratório, dados de complicações e a opinião de revisões narrativas. Nenhum ensaio clínico testou esse roteiro de decisão [1][3][4][5].

Estética e cor do substrato

Em região estética com dente de cor favorável, a translucidez maior do dissilicato tende a favorecê-lo [3]. Quando o substrato é escuro, como um dente escurecido ou um núcleo metálico, a menor translucidez da zircônia ajuda a mascarar a cor de fundo [3]. Em anteriores, vale lembrar que a revisão de 2026 não encontrou estudos clínicos com coroas monolíticas de nenhum dos dois materiais [1], e que as zircônias mais translúcidas, indicadas por algumas fontes para essa região, trocam resistência por estética [4]. Os autores da revisão observam que a limitação estética do monolítico em anteriores pode exigir microestratificação, opção avaliada isoladamente em apenas três estudos, com resultados preliminares [1].

Espaço oclusal

Em molar com coroa clínica curta ou espaço interoclusal reduzido, a zircônia monolítica tolera espessuras menores, segundo dados de laboratório e uma revisão narrativa [3][5]. Quando o espaço permite as espessuras usadas no ECR em molares, de 1,2 mm na oclusal, os dois materiais tiveram bom desempenho clínico [6][7].

Retenção do preparo

Preparo curto ou muito expulsivo pede cimentação adesiva [8]. Nesse cenário, o dissilicato conta com um protocolo adesivo bem estabelecido, de condicionamento ácido e silano [8]; a zircônia pode ser cimentada de forma adesiva pelo conceito APC, mas teve perda de retenção numericamente maior na metanálise [1]. Com preparo retentivo, a zircônia oferece a alternativa do cimento convencional [3][8].

Bruxismo

O bruxismo do sono costuma ser lembrado como motivo para escolher zircônia. Um ECR acompanhou 109 pacientes que receberam uma coroa monolítica de molar, divididos em quatro grupos: dissilicato prensado ou zircônia 3Y, com ou sem bruxismo do sono diagnosticado por questionário, exame clínico e eletromiografia portátil. Em três anos não houve complicação técnica; a sobrevida variou de 95,2% a 100%, sem diferença entre pacientes com e sem bruxismo nem entre os materiais [7]. No relato de um ano, as duas perdas, ambas no grupo da zircônia, não envolveram defeito da cerâmica: uma fratura radicular vertical do dente pilar e a remoção de uma coroa intacta para que o dente servisse de pilar de prótese fixa [6]. A amostra por grupo é pequena, o diagnóstico usou eletromiografia em vez de polissonografia e o relato de três anos foi consultado apenas pelo resumo [6][7]. Na leitura deste artigo, o resultado não sustenta excluir o dissilicato apenas pelo diagnóstico de bruxismo em coroas de molar, mas não se aplica automaticamente a zircônias de alta translucidez.

Antagonista e ajustes

Polidas, as duas cerâmicas causam pouco desgaste ao esmalte antagonista. O overview sobre dissilicato descreve esse desgaste como semelhante ao de dentes naturais [2], e uma revisão narrativa aponta a zircônia monolítica polida como a cerâmica de menor desgaste do antagonista, com a ressalva de que o glaze pode aumentá-lo [3]. A mesma revisão descreve o dissilicato como um dos materiais mais delicados para ajuste intraoral [3]; na avaliação deste artigo, isso pesa quando se prevê necessidade de ajustes extensos em boca.

E nas coroas sobre implantes?

Em coroas unitárias implantossuportadas, uma revisão sistemática de 2021 estimou sobrevida em três anos de 96,1% para zircônia monolítica e 97,0% para vitrocerâmica reforçada monolítica, grupo que inclui o dissilicato; apenas a cerâmica com matriz resinosa ficou muito abaixo dos demais materiais [10]. O lascamento anual foi maior nas coroas estratificadas (1,65%) que nas monolíticas (0,39%), e a localização da coroa não afetou sobrevida nem lascamento [10]. São dados de curto prazo, e as particularidades de cimentação e de conexão protética sobre implantes ficam fora do escopo deste texto.

O que ainda falta saber

Faltam acompanhamentos de dez anos ou mais, dados de zircônia separados por geração, estudos clínicos de coroas monolíticas em dentes anteriores e ensaios sobre a cimentação de zircônia monolítica [1][8]. Enquanto isso, dissilicato e zircônia monolíticos são opções com bom suporte clínico para coroas unitárias posteriores. Na proposta deste artigo, a escolha em cada paciente combina espaço, cor do substrato, retenção e exigência estética.

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Referências

  1. Pjetursson BE, Pitta J, Balet A, Bjarnadottir GR, Sailer I, Romandini P. A Systematic Review and Meta-analysis Evaluating the Survival, Failure, and Complication Rates of Metal-Ceramic, Veneered, and Monolithic All-Ceramic Tooth-Supported Single Crowns—Part 1. Int J Prosthodont 2026;39(3):308–324, 2026.

    DOI: 10.11607/ijp.9633

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  2. Laumbacher H, Scholz KJ, Knüttel H, Rosentritt M. Clinical outcomes and complications of tooth- and implant-supported lithium (di)silicate based single crowns: an overview of systematic reviews. J Dent 2025:106004, 2025.

    DOI: 10.1016/j.jdent.2025.106004

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  3. Zarone F, Di Mauro MI, Ausiello P, Ruggiero G, Sorrentino R. Current status on lithium disilicate and zirconia: a narrative review. BMC Oral Health 2019;19:134, 2019.

    DOI: 10.1186/s12903-019-0838-x

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  4. Kongkiatkamon S, Rokaya D, Kengtanyakich S, Peampring C. Current classification of zirconia in dentistry: an updated review. PeerJ 2023;11:e15669, 2023.

    DOI: 10.7717/peerj.15669

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  5. Nakamura K, Harada A, Inagaki R, Kanno T, Niwano Y, Milleding P, Örtengren U. Fracture resistance of monolithic zirconia molar crowns with reduced thickness. Acta Odontol Scand 2015;73(8), 2015.

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  6. Schmitter M, Bömicke W, Behnisch R, Bermejo JL, Waldecker M, Rammelsberg P, Ohlmann B. Ceramic Crowns and Sleep Bruxism: First Results from a Randomized Trial. J Clin Med 2023;12(1):273, 2023.

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  7. Bömicke W, Schmitter M, Waldecker M, et al.. Ceramic crowns and sleep bruxism: 3-year results of a randomized controlled trial. J Dent 2026;170:106691, 2026.

    DOI: 10.1016/j.jdent.2026.106691

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  8. Blatz MB, Vonderheide M, Conejo J. The Effect of Resin Bonding on Long-Term Success of High-Strength Ceramics. J Dent Res 2018;97(2):132–139, 2018.

    DOI: 10.1177/0022034517729134

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  9. Maroulakos G, Thompson GA, Kontogiorgos ED. Effect of cement type on the clinical performance and complications of zirconia and lithium disilicate tooth-supported crowns: A systematic review. Report of the Committee on Research in Fixed Prosthodontics of the American Academy of Fixed Prosthodontics. J Prosthet Dent 2019;121(5):754–765, 2019.

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  10. Pjetursson BE, Sailer I, Latyshev A, Rabel K, Kohal RJ, Karasan D. A systematic review and meta-analysis evaluating the survival, the failure, and the complication rates of veneered and monolithic all-ceramic implant-supported single crowns. Clin Oral Implants Res 2021;32(Suppl 21):254–288, 2021.

    DOI: 10.1111/clr.13863

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ABNT NBR 6023

Como citar este artigo

ODONTOLOGISTAS. Dissilicato de lítio ou zircônia? Como escolher a cerâmica da coroa unitária com base na evidência. Odontologistas, 17 out. 2026. Disponível em: https://odontologistas.com.br/dissilicato-de-litio-ou-zirconia-como-escolher-a-ceramica-da-coroa-unitaria-7c318e3b76f04bdf8aa647ccbdb94aaf/. Acesso em: 17 out. 2026.

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