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Delineadores

Delinear é o procedimento usado para estudar o paralelismo ou sua falta entre as superfícies dentais, os dentes entre si e os dentes ao rebordo ósseo a ser utilizado como suporte. As linhas perpendiculares a um mesmo plano são paralelas entre si, deste princípio pode-se extrair inúmeras interpretações mecânicas aplicadas ao trabalho com PPR, como:

O Equador protético é formado por múltiplas retas paralelas entre si, tocando a superfície dental em diferentes regiões.

O agrupamento linear de múltiplas retas paralelas entre si forma uma superfície reta ou plana, e em PPR são sinônimos de estabilidade e retenção.

O equador anatômico, é a linha de maior circunferência de um dente, que divide a área retentiva da expulsiva, isso quando analisamos o dente individualmente, e o equador protético, é aquele que é determinado com o uso do delineador. Qualquer área é retentiva ou expulsiva de acordo com o grau de inclinação que o objeto tem sobre a platina. [caption id="attachment_2369" align="aligncenter" width="203"] A linha equatorial corresponde à união de todas as bossas e está relacionada ao longo eixo do dente, e não à direção de implantação do dente no arco. O equador protético depende da inclinação do dente no arco e pode ou não coincidir com a linha equatorial. (fonte: Vieira, 200 )[/caption] Objetivos do uso de delineador em PPR:

Estabelecer o eixo de inserção e remoção da prótese.

Estabelecer o paralelismo relativo entre as superfícies duras e moles da boca representadas no modelo de estudo.

Aumentar a retenção dos dentes suporte, determinando a melhor área para localização da ponta do grampo de retenção.

Localização das áreas de alivio

Determinação e localização da necessidade de planos guia.

Componentes do delineador:

Haste vertical móvel: possui um mandril na sua extremidade inferior onde são fixadas diversas pontas acessórias. É perpendicular à base horizontal fixa e representa a trajetória de inserção.

Haste Vertical fixa.

Haste Horizontal Móvel.

Porta-grafite: substitui a ponta analisadora cilíndrica, permitindo que o equador protético seja determinado graficamente.

Calibradores: encontrados em três formatos distintos: 0,25 (cromo e cobalto), 0,50 (platina) e 0,75 (ouro e liga de ouro), para ajustar a quantidade de retenção necessária para o tipo de liga escolhida.

Pontas analisadoras: cilíndricas, fixadas ao mandril, para Ponta para analisar a presença de área retentiva, analisar paralelismo e também para achar os pontos na formação de um plano para o plano de inserção inicial.

Facas e cinzel para recorte: planejamento dos planos guias e recorte de cera. Servem para modificar algumas situações no modelo de estudo, preso no delineador e também para preparo dos modelos e confecção das matrizes de orientação

Platina: onde o modelo é fixado e possui uma junta universal para permitir a inclinação do modelo.

Métodos para determinar a trajetória de inserção:

Método de Roach ( três pontos): baseado no princípio que três pontos formam um plano. O método considera três pontos localizados nos seguinte pontos anatômicos:

Arco superior: fossetas mesiais dos primeiros molares superiores (direito e esquerdo) e incisivos centrais na região palatina onde os incisivos inferiores fazem contato.

Arco inferior: fossetas mesiais dos primeiros molares inferiores (direito e esquerdo) e na superfície incisal dos incisivos centrais.

Método das Bissetrizes: é método mais trabalhoso e baseia-se na inclinação dos longos eixos dos dentes de suporte.

Método seletivo de Applegate ou das tentativas: é o método mais científico e baseia-se no equilíbrio das retenções, nos planos guias, nas interferências e na estética.

Referências

Kliemann C, Oliveira W. Manual de Prótese Parcial Removível. 1.ed. São Paulo: Santos Livraria Editora, 2002. VIEIRA, Glauco Fioranelli. Atlas de Anatomia de Dentes Permanentes. 1. ed. São Paulo: Santos, 2007.

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